o cara que não me comia (1 de milhões)

Esse dia se tornou um clássico entre os meus amigos.

Eu estava ficando com um menino que, até o momento, era muito fofo, querido, eu ignorava o fato dele ser gay e tudo mais. Mas ele não estava interessado em sexo comigo  – novamente, eu e meus amigos que não moravam em Florianópolis ignorávamos o fato dele ser claramente gay.

Um dia teve um happy hour do curso e ele estava ajudando. Daí acabou a escala dele, e eu falei pra gente dar uma volta. Ele disse que não podia, que a galera podia precisar dele, e ficava sempre ao redor do bar.

Eu fiquei no happy hour até acabar, o menino ajudar a desmontar a estrutura, enquanto na minha cabeça só tocava Valesca. Bom, sendo happy hour de RI, deveria estar tocando de fato. A questão é que eu não iria voltar pra casa sem transar.

Esperei, ele ficou até o momento que todo mundo já tinha ido embora, verificou se todo mundo tava indo embora mesmo, tava quase levando as pessoas até os seus carros e eu esperando.

Finalmente ficamos sozinhos e eu comecei a dar ideia de irmos para qualquer canto isolado da universidade. Ele olha pra mim como quem vê uma prostituta que transa com o filho por pedra e manda num bom manézes:

-tu tais achando que aqui é Amsterdã?

Voltei para casa no zero a zero, um karma infeliz visto que nunca deixaria isso acontecer com alguém que eu pegasse com frequência.

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2 respostas em “o cara que não me comia (1 de milhões)

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