o dia que eu conheci o Tom Zé (acho)

Uma noite o Tom Zé estava dando um show de graça em Curitiba, e eu não fui porque não conheço muito, preferi encontrar com o pessoal pelas ruas do centro. Com todo mundo cansado, a noite foi mais um fracasso.

Eu e uma amiga tentamos ir comer no chinasky (pronúncia: xinaski), mas eles só fazem kibe cru na quinta – era um sábado. Ok, fomos para outro lugar, que é bem pequeno e uma mesa fica bem perto uma da outra, ótimo lugar para mal-entendidos. Ah sim, o cara da sanfoninha estava lá, eu e as minhas amigas tentando tirar sarro sem ele perceber, todo aquele momento mágico.

Então um senhor, que estava na mesa ao lado da nossa, chamou a nossa atenção:

-Oi! Vocês estão falando de mim?!

-…não.

-ah, ok, desculpa.

Trocamos olhares de “que velho babaca”, e continuamos a conversa, a comida e a troca de lembranças sobre o sanfoninha. Depois de um tempo, o mesmo senhor nos chamou de novo:

-Oi! eu tenho uma coisa aqui para vocês!

Ele tirou uma gaita do bolso, tocou uma nota infinita de um agudo capaz de fazer os ouvidos sangrarem até reparar na minha cara de julgamento extremo.

-Desculpa, vocês merecem muito mais.

-É, eu tô sabendo.

Ele ficou sem graça, riu, pediu desculpas, e nós fomos atrás de algum bar aberto. Na entrada para algum deles, chega uma amiga falando do show do Tom Zé. Eu viro para a minha amiga, ela vira pra mim, e talvez nós tenhamos topado com o Tom Zé por Curitiba. Ou talvez fosse só mais um velhinho louco do centro.

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