o dia da ironia

Estava eu e um cara num bar, tomando cervejas, tequilas, gim e tônicas, já naquele clima que a noite não ia prestar.

 

Depois de um lapso de memória (peço desculpas às 3 pessoas que leem este blog), resolvemos procurar um lugar pra transar. Se você é uma das três pessoas que leem este blog, sabe que isso é um verdadeiro problema na minha vida.

 

Estávamos tão bêbados que, por alguma razão, resolvemos parar de procurar (eu também não entendi essa parte), mas resolvemos ir atrás de camisinhas. Eu viro pra ele:

-mas você não tem camisinha?

-não, ué, você tem?

-tenho, na minha bolsa (que estava em outro lugar, impossível de pegar naquela hora).

-Ah, sabe o quê? – falou o moço, como se tivesse lembrado da equação para fazer camisinha caseira – eu tenho a solução!

-fala logo, amigo, o que é?

-Eu tenho camisinha feminina!

Àquela hora, com fome, sono, álcool demais na cabeça, a ideia de ter que colocar uma camisinha feminina, coisa que eu nunca usei, parecia impossível.

-olha, amigo, desculpa, mas não vai rolar, vamos atrás de uma camisinha de verdade.

-você não vai usar, sério?

-sério, por qual motivo você comprou camisinha feminina, que é mais cara, em vez de camisinha normal?

-eu comprei como uma ironia.

 

Não transem com hipsters.

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