o dia do ar condicionado

Conheci o guitarrista de um banda. A banda era “ok”. Não fiquei com o cara no dia que o conheci, mas trocamos números de telefone e facebook.

 

Um tempo depois, começamos a conversar por facebook e ele insistindo em me chamar pra casa dele. Não consigo pegar um cara que me chama direto pra ir na casa dele, primeiro porque ele não está se esforçando, e segundo porque vai que ele é um estuprador (não que o bar elimine a possibilidade, mas não é esse o foco). A conversa seguiu mais ou menos assim:

 

-Vem aqui em casa, vamos tomar umas cervejas…

-E se a gente for no bar tal?

-A cerveja aqui é de graça…

-Mas é que no bar dá pra gente conversar, curtir música, comer alguma coisa…

-Mas aqui em casa tem ar condicionado.

Eu não entendi, terminei a conversa pra não precisar me justificar pra um maluco que eu nem conhecia. Mais uns dias, ele chega de novo:

 

-E aí? Quer conhecer meu ar condicionado?

-oi?

-Tá fresquinho aqui em casa, mandei instalar semana passada!

-Ah… tá ok, tá fresco aqui em casa também (?).

-Tem certeza? Eu posso colocar no mínimo.

 

Até hoje, eu não sei se isso foi uma brincadeira que passou do limite da zuera, se ele apostou que pegaria alguém com esse papo ou se eu não entendi algum eufemismo bem criado.

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